Costumamos associar vender a números, pressão e resultados. Mas os melhores vendedores não são bons por causa das metas, eles são bons por causa da postura.
Eles cultivam presença, cuidado com a forma de se comunicar, capacidade de escuta e uma maneira própria de gerar confiança antes mesmo de falar de produto. Não tentam convencer; atraem. Não empurram soluções; constroem relação. Não reagem ao mercado; se antecipam a ele.
Quando olhamos por esse prisma, vender deixa de ser uma função e passa a ser uma competência humana. E aqui há uma lição potente para quem trabalha com pessoas.
Profissionais de RH, líderes e gestores também vendem todos os dias: vendem ideias, mudanças, projetos, culturas, prioridades e até sentidos de trabalho. Quando essa venda é feita sem autoridade, clareza e coerência, ela simplesmente não cola.
Os melhores vendedores cuidam do seu programa mental, organizam seus processos, contam boas histórias, gerenciam suas relações e adaptam sua comunicação ao outro. Eles assumem protagonismo pelo impacto que geram e não terceirizam essa responsabilidade para a empresa ou para o contexto.
Em minhas andanças com palestras nos mais variados tipos de organizações percebo que, talvez, um desafio contemporâneo das áreas de pessoas possa ser ajudar profissionais a desenvolverem isso que chamo de postura magnética: um profissional mais consistente, mais elegante, mais intencional e mais humano.
No fim das contas, toda organização é feita de gente tentando influenciar gente. E influência, antes de técnica, é atitude.
@Speaker_Alexandre_Garcia
| Palestrante | Escritor | Pesquisador | Doutor em Inovação | Facilitador | Professor de Pós Graduação |